Bayer oferece US$ 62 bilhões pela Monsanto
Com o anúncio da possível compra da Monsato pela Bayer, o mercado de defensivos agrícolas e sementes está a todo vapor. Para se ter uma noção de como o setor anda agitado, basta relembrar a série de consolidações de empresas do segmento entre 2015 e 2016. Entre elas, a que chamou mais a atenção foi a fusão de 130 bilhões de dólares entre a Dow Chemical e a DuPont, que despertou uma onda de ofertas de aquisições por rivais do continente europeu.
Depois disso, a Syngenta, maior companhia agroquímica do mundo, rejeitou uma oferta de 47 bilhões de dólares da norte-americana Monsanto em agosto e supostamente rejeitou uma oferta de 42 bilhões de dólares da estatal chinesa China National Chemical Corp.
Agora os holofotes estão voltados para a oferta da Bayer pela Monsato. Caso a empresa for comprada e a agroquímica americana for concretizado, o gigante farmacêutico Bayer se tornará o maior fornecedor mundial de herbicidas e sementes do mundo.
O faturamento do grupo aumentaria para cerca de 60 bilhões de euros com a fusão. Atualmente, a Bayer detém 46,3 bilhões de euros. O número de empregados passaria de 117 mil para 140 mil.
Segundo o jornal The Wall Street Journal, juntas, a Bayer e a Monsanto controlariam 28% das vendas de herbicidas no mundo. Conforme noticiado pelo Broadcast na segunda-feira, a Bayer detalhou sua proposta de aquisição apresentada à Monsanto. A proposta de US$ 62 bilhões, equivalente a US$ 122 por ação, oferecia um prêmio de 37% em relação ao valor de mercado da norte-americana no fechamento de 9 de maio.
Os diretores da Monsanto disseram nesta terça-feira que houve unanimidade na avaliação e que a atual proposta foi vista como "incompleta e financeiramente inadequada", mas afirmaram que a companhia segue "aberta a continuar conversas construtivas para determinar se a operação pode atender aos interesses dos acionistas da Monsanto". A empresa alertou que não há garantias de que o negócio ocorra.



Nenhum comentário: